quinta-feira, janeiro 08, 2009

Olhos de quem vê.

Eu tenho olhos de quem não se surpreende

Acostumados à pouca luz das incertezas

Olhos que são como lentes

Observam o perpassar conhecido

Dos acontecimentos

Eu tenho olhos de quem não fala

Sabem ler sob o fogo fosco da lamparina

Olhos que são como palavras

Prosa solta

Ora leve ora pesada

Eu tenho olhos de quem não saboreia

Conhecem o sabor da dúvida

Olhos que são como talheres

E devoram a curiosidade tua

Eu tenho olhos de quem não encanta

Fascinam na insistência

Olhos que são como flechas

Cortam o ar

Do arco ao alvo.

4 Fragmento(s):

Fabrício disse...

Acho que você tem o olhar curioso dos que gostam de se expressar com os olhos e adoram quando os outros o fazem com você.

Gostei da rima no poema.


Abraços

Paula disse...

Eu imagino que seus olhos devem ser muito bonitos, vêem a beleza da vida, das coisas e das pessoas!

beijos

Inguid disse...

seus olhos me fascinam e me conduzem seja na luz ou na escuridão...

Darlan Machado disse...

Se me permite.

Você sabe que tudo isto é opcional não é?
O olhar se acostuma mauito rápido tanto com a luz quanto com a escuridão...
E isto, mais um do que outro, pode ser opcional, como tens feito...
Abraços amigo.

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