sábado, julho 25, 2009

Anjo de Cera


11 de Maio, 2009


Onde estão as asas do tempo

Que adormece no ninho?

Onde estão as minhas asas?

Eu que não adormeço


Será que as flores podem voar?

Será que pétalas são asas de anjo?

Anjos comem pétalas de rosa

Eu mastigo espinhos


Eu que caí das alturas

Paguei pela vida

Com preço de asas


Eu que estou preso ao chão

Despedaço minha vida em penas

E confecciono asas de cera

Vulneráveis ao dia


Eu que só vôo a noite

Eu que me transformo em noite

A lua, para onde voam as efêmeras,

Não machuca asas de cera


Eu que não tenho asas

Persigo estrelas

Eu que sou anjo de cera.


quinta-feira, julho 09, 2009

Então Falou a Caveira

Dessa minha parcela de ser
Ser ou não ser
Possuem o mesmo signo

Do pandemonium das confusões
Questões perpassam e não morrem

Da nossa fadiga psicológica
sentir ou saber
Faz toda a diferença(ou não?)

Dos três que vieram a mim
perpétua ou passageira
Aquilo se manifesta

Da relevância do meu próprio ser
Ser ou não ser
Não tem importância.
 

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