domingo, setembro 27, 2009

Ovo do incógnito




14 de semtembro,2009

O infinito nunca perde seu estado embrionário.

É em um dos quatro cantos do universo que eu cuido do ovo do incógnito. Faço de linhas, rios de palavras soltas. Faço de palavras, idéias e as fragmento.

Escrevo como alguém que escreve ao vazio. Escrevo como alguém que guarda uma esperança tola. Não poderia ser diferente, mudar é apenas fingir esquecer o que se é. Eu irei me lembrar de todas as faces que posso ter. Lembrar de toda a loucura que foge ao olhar.

Todos temos segredos, todos rasgamos bem os nossos papéis. É preciso tomar conta de toda migalha.

Tudo que vejo aqui é o caos, como num espelho d'água. Sempre turvo o reflexo fala o que eu mesmo ensaiei.

Onde existem rosas existem também serpentes e algo que dorme entre espinhos e perfume. Meus campos de rosas são inferno e paraíso. Há o perfume que seduz, há os espinhos que repelem.

Poder sentir e não poder tocar, o coração apreende a melodia de todas as canções. A flauta já não é tão doce, na melodia não existem lágrimas...

sexta-feira, setembro 18, 2009

Sem problemas
Não tenha pressa
Eu tenho a vida inteira para morrer.

sexta-feira, setembro 11, 2009

Sobre vozes

Eu só ouço murmúrios, nada que me tire desse meu estado de letargia. As vozes são desinteressantes eu pouco me sinto curioso aqui.

A grama do vizinho brilha de tão verde, eu ainda converso com formigas, agora eu sou também uma formiga.

O perfume da rainha já não me hipnotiza, eu já não ouço as ordens. Eu só ouço murmúrios de desinteresse.

É como se eu afundasse aqui, perdido... o que eu ia dizer mesmo?
Esqueço as palavras, elas fogem de mim.

Eu só ouço murmúrios, os mesmo barulhos dissonantes de sempre. Será que essa música nunca para? E esses gritos, são meus? Depois de tanto tempo eu ainda não sei.

Alguma coisa me chama, mas não importa.

murmúrios...

sexta-feira, setembro 04, 2009

Sobre o início

Eu estava lá antes mesmo de existir. Antes de qualquer coisa, antes do tempo, antes das invenções. Antes mesmo de haver o Caos, havia a minha essência e não havia nada.

Eu vi tudo acontecer, nada pode sugir do nada e nenhuma coisa pode ter sempre existido. Eu não existia.

Eu vi o homem inventar deuses e Deus, eu vi Deus inventar o homem. E não há ordem nisso, não há cronologia, nem antes nem depois, muito menos aconteceu ao mesmo tempo, pois não havia tempo.

Então existiu o tempo, e foi aí que o mundo começou a girar.

Então eu também existi, eu era somente olhos e sentimento. Eu sentia o mundo e observava qualquer coisa, eu também fui vento quando tudo era tão quente.

Eu já vi bem mais de mil coisas acontecerem de mil formas diferentes, eu já vi demais dos humanos. Já vi como se movem, como são previsíveis.

Então eu cansei de observar, resolvi experimentar a dor de ser concreto.

O mundo não mudou nada, eu vi o ciclo se repetir, o começo e o fim culminam na boca da serpente.

Eu já me acostumei...

quarta-feira, setembro 02, 2009

Sobres os meus pedaços

Com o tempo eu acabei esquecendo umas partes de mim pelo caminho. Os dias passaram e pareceu que algo do meu jeito de ser foi ficando somente na lembrança, como se eu houvesse mudado. Não, eu não mudo, eu apenas esqueço de mim.

Outro dia eu observava, mais um dia eu observava.

Outro dia eu observava as formigas. Eu reconheço as formigas enquanto formigas, mas será que as formigas enquanto pessoas me reconhecem enquanto formiga? Me reconhecem enquanto humano?

Eu tive saudade de mim, então resolvi percorrer o caminho de volta. Não! Retroceder jamais, apenas catar meu pedaços, quiçá montar escultura pós-moderna. Eu estou nas minhas buscas vazias só para ter motivo em acordar.

Em sempre fui de buscas vazias, eu sempre gostei de dormir.

Outro dia eu pensei sobre os seres invisíveis, como eu. Sabe? As criaturas invisíveis esquecem de sua própria inexistência, tanto que do alto de sua insignificância se julgam alvo de todas as vozes. Os seres invisíveis são paranóicos, mas não há medo, há desejo.

Acho que vou voltar a escrever do meu jeito de antes, sem perder muita coisa, sem ganhar muita coisa. Cruzar as linhas.

Ainda questiono a mesma coisa de posts atrás.

terça-feira, setembro 01, 2009

Sobre isso e aquilo.

Além dos olhos
Uma beleza sussurra
C O N V I D A T I V A
Além dos olhos
Uma beleza provocante
Perturba dimensões
E umedece de vermelho subitamente
Tem então, a libélula dos meus olhos,
Lábios para se perder.
 

3/4 © 2008. Thanks to Blogger Templates | Design By: SkinCorner