quarta-feira, setembro 02, 2009

Sobres os meus pedaços

Com o tempo eu acabei esquecendo umas partes de mim pelo caminho. Os dias passaram e pareceu que algo do meu jeito de ser foi ficando somente na lembrança, como se eu houvesse mudado. Não, eu não mudo, eu apenas esqueço de mim.

Outro dia eu observava, mais um dia eu observava.

Outro dia eu observava as formigas. Eu reconheço as formigas enquanto formigas, mas será que as formigas enquanto pessoas me reconhecem enquanto formiga? Me reconhecem enquanto humano?

Eu tive saudade de mim, então resolvi percorrer o caminho de volta. Não! Retroceder jamais, apenas catar meu pedaços, quiçá montar escultura pós-moderna. Eu estou nas minhas buscas vazias só para ter motivo em acordar.

Em sempre fui de buscas vazias, eu sempre gostei de dormir.

Outro dia eu pensei sobre os seres invisíveis, como eu. Sabe? As criaturas invisíveis esquecem de sua própria inexistência, tanto que do alto de sua insignificância se julgam alvo de todas as vozes. Os seres invisíveis são paranóicos, mas não há medo, há desejo.

Acho que vou voltar a escrever do meu jeito de antes, sem perder muita coisa, sem ganhar muita coisa. Cruzar as linhas.

Ainda questiono a mesma coisa de posts atrás.

3 Fragmento(s):

Anderson disse...

Invisíveis são egoístas.Invisíveis acham que estão no centro do universo e de lá enxergam sua invisibilidade...

Anderson disse...

Agente cresce e acaba voltando ao mesmo ponto,isso não quer dizer que não houve evolução.

Fabrício disse...

Alguém disse que "as coisas sempre voltam a ser elas mesmas". Bem, acredito que se transformam e, quando parecem que voltam, voltam contaminadas de experiências.

[]s;
Fabrício

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