domingo, setembro 27, 2009

Ovo do incógnito




14 de semtembro,2009

O infinito nunca perde seu estado embrionário.

É em um dos quatro cantos do universo que eu cuido do ovo do incógnito. Faço de linhas, rios de palavras soltas. Faço de palavras, idéias e as fragmento.

Escrevo como alguém que escreve ao vazio. Escrevo como alguém que guarda uma esperança tola. Não poderia ser diferente, mudar é apenas fingir esquecer o que se é. Eu irei me lembrar de todas as faces que posso ter. Lembrar de toda a loucura que foge ao olhar.

Todos temos segredos, todos rasgamos bem os nossos papéis. É preciso tomar conta de toda migalha.

Tudo que vejo aqui é o caos, como num espelho d'água. Sempre turvo o reflexo fala o que eu mesmo ensaiei.

Onde existem rosas existem também serpentes e algo que dorme entre espinhos e perfume. Meus campos de rosas são inferno e paraíso. Há o perfume que seduz, há os espinhos que repelem.

Poder sentir e não poder tocar, o coração apreende a melodia de todas as canções. A flauta já não é tão doce, na melodia não existem lágrimas...

1 Fragmento(s):

Daisy-se disse...

"É preciso tomar conta de toda migalha" mesmo!

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