quinta-feira, outubro 22, 2009

Sobre distância e curiosidade

É mais fácil observar o que está perto dos olhos, não é? É também maior o risco de perder-se em confusão. A curiosidade não tem fim quando trata-se apenas do observar. Perto o suficiente para que mais de um sentindo possa enebriar-se. Perto o suficiente para a possibilidade do tato.

As mãos se aquecem como se ansiosas iniciassem uma espécie de preparação. Até que distancia é possível resistir à gravidade. Até que ponto a mente permanece sã. Não sei, ao certo, onde a loucura se disfarça de ovelha. Não sei, ao certo, até onde eu desejo ser o lobo.

Talvez eu seja o cordeiro com alma lupina. Há um ponto que eu sinto as feras brigarem em mim. São mesmo barras de ferro que me prendem? O que faria o felino em uma horas dessas?

Quando os pensamentos contaminam, mesmo que bem diluídos, os sonhos, é sinal que eu devo acordar.

É sinal que os olhos devem-se afastar, é sinal que o olhar deve morrer a míngua.

A curiosidade, no entanto, mesmo distante, é imortal se amordaçada...





segunda-feira, outubro 19, 2009

nha

Eu tenho escrito coisas chatas, eu sei. Bom que eu tenha um lugar para escrever o que sobra e o que eu não aceito como bom, é também para isso que serve isso aqui.

Eu tenho escrito coisas boas, às vezes, e não tenho vontade de postar, quando houver paciência, haverá palavras.

quinta-feira, outubro 08, 2009

...³

"Depois", é sempre uma desculpa
Que me lembra o sempre
Ou me lembra o nunca
 

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