sábado, novembro 28, 2009

Muitos Assuntos ou Nada

Então havia vontade
E depois de meia hora
Nenhuma idéia
Nenhuma palavra.

segunda-feira, novembro 16, 2009

Sobre brilho





Um brilho que cegava meu olhar. Um brilho que sossegava meu desejo. Ou será que só fingia afagar para que crescesse em silêncio?
Para que crescesse longe do meu saber e quando eu me desse conta estaria a ponto de ser devorado por essa vontade, essa vontade que me persegue quando penso em você.
Quando eu comecei você não passava de uma idéia, uma dessas coisas que servem somente para agradar o olhar. Agora você me cega, me cega e disfarça meu desejo para que me domine.
E ele cresce. Cresceu longe do meu saber, quando me dei conta havia sido digerido por ele. E agora o que sou, o que sou após a digestão?
O que sobrou de mim?
Eu ainda procuro você, assim como o inseto que procura a luz. A luz que me cega e engana. A mesma luz que me deixa embriagado e novamente como um inseto eu rodopio. Rodopio do céu ao inferno e tombo. Agonizo no chão, como posso não suportar tanta luz? Como posso procurar o que me flagela?
É um vício? Deixei que se tornasse um vício em mim, essa idéia é tão tola. Tudo me parece tão trivial. É estranho ver o mundo rodopiar, é estranho ou engraçado rodopiar no ar.
Embriagado, mas meus sentidos ainda continuam vivos. Agonizo e me levanto do chão, só para decolar novamente. Só para me banhar da sua luz, novamente. Eu sou desses ciclos, não sou? Esses giros abertos, como o voo de abelhas, como se desejasse falar alguma coisa.
Quando eu comecei isso aqui eu não pensava em você. Trata-se de uma idéia tão tola, tão trivial. No fim das contas eu pareço um bobo, não é o que eu sempre fui? O bobo da corte.
No fim das contas eu volto a rodopiar. Eu vejo o mundo virar nessas horas, eu entendo coisas, só nessas horas. Eu vejo o mundo girar, eu vejo você rodopiar. Você dança?

sexta-feira, novembro 13, 2009

Ser

Sou olhos, boca
Mente e ouvidos
Por todo o corpo




O que queres de mim?

domingo, novembro 08, 2009

Sobre areia e passos

Novamente
Este
Solo infértil

Cada passo que eu dou levanta uma nuvem de areia, é inevitável. Eu não consigo enxergar nada, não sei o que me aguarda. Posso estar a três passos de um abismo, ou quem sabe eu esbarre num oásis. Fartarei-me de tâmaras e matarei a minha sede ou não precisarei mais.

É inevitável caminhar, é inevitável toda essa neblina. Há também a tempestade quando eu durmo e me soterra de areia. Não sei como ainda consigo respirar debaixo de tanta areia. Há quanto tempo eu vivo debaixo de areia. Será que eu nunca respirei, será que sempre vivi fugindo?

Não me diga para voltar, cada passo que eu dou levanta uma nuvem de areia que me cega. Não me diga para voltar, não vê? Eu não sei de onde eu vim. A areia encobriu os meus passos, há algo em meu passado que eu queira esconder? Há algo que eu nunca tenha escondido?

Eu sou uma fraude, eu sempre fui o rei do castelo de areia. Meu solo sempre foi infértil, por isso eu fugi?

Cada passo que dou levanta areia e me cega. Eu parei de caminhar lá trás. Meu corpo tornou-se um cacto, minha alma uma flor...

terça-feira, novembro 03, 2009

E o vento...

...sopra
Como a quem soprasse uma flor
 

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