terça-feira, dezembro 14, 2010

De ontem para hoje

Ultimamente
Tenho a boca seca,
A mente inquieta
E um coração
Que não me deixa em paz.

terça-feira, novembro 23, 2010

Gato Castanho

Eu vi um gato castanho
De olhos castanhos
Em pose felina
A me olhar do meio da rua
Será que duas castanholas
O fariam dançar?

quinta-feira, novembro 11, 2010

Sala

Conhecia uma sala
Outrora encantadora
Em suas quinas, cantos e risos

Encantadora,
Hoje
Não
Mais

segunda-feira, novembro 08, 2010

Bus

Pessoas em pé
E seus motivos esquecidos
Um calor infernal
E um odor denunciando o podre

Eu não sei se o que morria
Era a pessoa ao meu lado
Ou alguma outra coisa qualquer
Nas entranhas daquele ônibus.

quinta-feira, outubro 14, 2010

Estúpido

O fim do corredor
Era um espelho
E eu encarando minha estupidez

quinta-feira, outubro 07, 2010

Mundos

E existem mundos dentro de mundos, nenhuma novidade nisso. Ou talvez existam mundos fora do mundo. Não importa tanto.

Mas eu estava lá, fora do meu mundo, portanto pude observar com os olhos de um outsider invisível.

 É interessante, ou não, o modo como as pessoas se colocam dentro de seus mundos. Elas se sentem tão importantes perante a si e perante aos outros membros dessa mesma esfera. E tudo que fazem assume o tom de descoberta extraordinária, são avaliadas, colocadas a prova, testadas até que correspondam aos requisitos daquele sistema.

Então eu salto para um outro mundo, que também não é o meu. A mesma coisa se repete, os pequenos heróis tentando afirmar a si mesmos, aos olhos dos já consagrados. Cada mundo, no entanto, desconhece os feitos dos personagens de um outro mundo, posto que são irrelevantes, isto é, relatividade.

No fim eu retorno ao meu próprio mundo, onde estou sujeito a tudo que foi escrito antes, onde eu tenho que ser herói, onde eu tenho que produzir grandes feitos, e onde eu não tenho vontade...



desempenho bem o meu papel




Eu só fico pensando, se existe mesmo um Ser capaz de visualizar tudo de fora, um Ser que não pertence a nenhum desses mundos, eu penso que a este Ser tudo deve ser muito previsível e medíocre, patético eu diria. A este Ser a vida deve ser entediante.

quarta-feira, setembro 29, 2010

Noite

Dormi com a noite
E acordei com a noite
Dentro de mim.

segunda-feira, setembro 06, 2010

Mariposas

Se as mariposas
Pudessem escolher
Entre o desejo e a prudência
Seriam, pois,
Mais como eu.

segunda-feira, agosto 30, 2010

Planta Carnívora

Passeia tua mão
Por meu peito,
Insolente
Por julgar-me tolo
De cair em teus encantos

E ao cair de máscaras
Te revelo presa
E eu,
Predador que sou,
Devoro-te!
Até a alma.

quinta-feira, agosto 19, 2010

Cometa

Hoje as estrelas me intimidaram
Vencendo-me em meu jogo de olhares
Mesmo aquelas de menos brilho

E eu, cometa
Tingi o céu de vermelho
E fui embora.

sexta-feira, julho 23, 2010

Flor

Não é preciso entender de flores
Para observá-la
Eu a observei ainda botão
Pois é da natureza da flor
O desabrochar

E ao mudar
Fez de si perfume
Pois esse sim, esse sim
Exala.

segunda-feira, julho 19, 2010

Poema bobo da madrugada

Já é hora de adormecer
Pois já se beira a madrugada
Que eu proibi de me visitar

A madrugada que me iludiu
E precisa se desculpar
Não por ter me iludido,
Mas por ter me deixado acordar.

quinta-feira, julho 01, 2010

Loucura

Aos que sofrem na normalidade
Procurem o remédio que cura
(Lou)cura.

segunda-feira, junho 28, 2010

Fluido


Tua lembrança prevalece
Além dos signos
Pois se é do coração amar
Que seja o amor, fluido
Feito sangue
Que arde e corre por dentre os vasos.

sábado, junho 12, 2010

Hoje

Hoje eu não quero amar mais ninguém. Eu consigo imaginar o nosso relacionamento acabando, por uma briga ou uma coisa boba, pois é algo que pode acontecer(espero que não), mas não consigo me imaginar amando outra pessoa que não você. É engraçado, mas me lembra aquela sensação de estar saciado, de estômago completamente cheio.
Meu coração está completo, cheio de amor, tão cheio que não há espaço para amar mais ninguém. Meu coração está saciado, e quando ele tem fome é da sua presença, pois tua lembrança constante é o aroma que desperta meu apetite.

Eu tenho fome de você, agora...

domingo, maio 23, 2010

(Sem Título)

Fui silêncio
Por vários dias
Visitei a morada das borboletas,
Sozinho.


Ainda espero companhia.

quinta-feira, maio 06, 2010

Teste/Passatempo



I
 

Ao primeiro raio
Amanhecem todas as cores
Banquete de beija-flor


II

Velha rabugenta
Reclama sob o sol
Que calor!

III
 

Silêncio no quintal
Enfeitam a paisagem
Folhas amarelas


IV

Noite fria
Congelando meus pés
Amor vem esquentar

sexta-feira, abril 30, 2010

Fantasia

Das tuas linhas
Que observo em segredo,
Me perco
Abraça-me com tuas pernas
Lisas, nuas

E eu mergulho inteiro
Ávido de tua alma
Para ser fogo,
Cura

Eu que estou sujeito
Às tuas façanhas
Torno-me mestre
E te faço títere do prazer a dois

Eu que sou o demônio
Dos teus espasmos
Cresço em mil formas
Antes de nascer o dia
Posto que tudo em mim
É fantasia

segunda-feira, abril 26, 2010

Mais Teatro, Brasil!

Me desculpe tá interrompendo o silêncio da viagem de vocês, mas hoje eu estou aqui por uma causa extraordinária. Eu podia tá matando, eu podia tá roubando, mas tô aqui nessa blogagem coletiva tentando chamar a atenção pr’um assunto por demais importante. Não, hoje eu não vim tratar de ¾ de uma ideia, mas de uma ideia completa.



Então, do que eu estou falando? Eu estou falando do projeto Mais teatro, Brasil! Tentando explicar em poucas linhas, esse projeto visa recolher assinaturas para um projeto de lei, o qual obrigará qualquer cidade com mais de 25 mil habitantes a receber um teatro que caiba, pelo menos, 250 espectadores. Não é maravilhoso?
Sabemos que o teatro no Brasil precisa mesmo de um incentivo grande, não vou falar de números, mas os números existem e são alarmantes.
Concorda? Quer dar uma força? Fácil, aqui mesmo na lateral do blog tem um widget da assinatura só esperando por você. Preencha tudo direitinho, clique no botão e dê a maior força você também. Afinal, O Teatro é Nosso!

Visite: http://www.maisteatrobrasil.com.br/, saiba mais e participe desse manifesto.

domingo, abril 18, 2010

Tempestade



Do todo que se findar

Daquilo alheio a mim,

É tempestade

(Pois assim é)

Restarei eu, ainda,

Infindável.

quinta-feira, abril 15, 2010

Algo sobre o Tempo

Eu me verei crescer
Como já vi mil vezes
Não no presente
Sempre ao olhar o passado.

terça-feira, abril 06, 2010

Dúvida

Por mais cruel
É bela
A dúvida é doce
Que de tão doce dá sede
E de sede mata.

domingo, abril 04, 2010

Insônia


Eu estou com sono, e estas luzes que não se apagam. Dia após dia eu tenho perdido as horas, já nem sei o que me conta o tempo. Vozes entoam aquilo que não me interessa, eu observo a pintura amarela da rotina repetir as mesmas cenas, congelada. Já em sei mais sobre as flores. Eu que mantinha pose de beija-flor, deixei de voar.
Está escuro, tudo ao meu redor está escuro. Eu adormeci em teu perfume.
Estou flutuado em um barco sobre um espelho d'água. O vazio que sobrou em mim correspondia a tua presença.
Estou acordado, a luz invade meu quarto. Preparo-me para mais um dia, onde a cena congelada insiste em se repetir.

quarta-feira, março 31, 2010

Cadê o papel?

Texto pronto
Escrito dias atrás
Sagrado à caneta em papel
Cadê o papel?

quinta-feira, março 25, 2010

Pensamentos matinais em um dia escuro

O mundo inundá-se em chuvas
O céu desabará por fim
Meu chocolate parece acabar
Que sorte eu ter comprado pão.

segunda-feira, março 22, 2010

Sobre cheiros, fumaça e flor.


Havia uma cortina de fumaça entre mim e o que eu queria ver. Eu não pensei muito, fui de encontro ao que me impedia, soltei-me das correntes já enferrujadas e fui. Por muito tempo eu andei e não pude ver nada, meu pulmão reclamava por ar limpo. Eu precisava continuar mesmo sem saber se encontraria fogo ou cinzas. Eu não procurava cinzas, eu não procurava fogo. Eu queria encontrar uma flor que há muito deixei plantada ali, do outro lado.
Cheiros. Meu nariz se confunde com tantos cheiros, todos eles estão em mim. Cheiro como cheiram cinzas, cheiro como se cheirasse uma flor. Eu sei o que eu procurava. Eu procurava o sumo da flor de insanidade para terminar com o que me sobrava de lucidez. Eu já estava mesmo mergulhado naquilo tudo, eu cheirava como tudo ao meu redor.
De que me vale esse ¼ de sanidade, mas parece uma pedra amarrada ao meu calcanhar. Não me valem pedras no oceano. É como se alguém segurasse o meu pulso esquerdo, com força, enquanto o que me resta de corpo livre quer voar.
Eu cheiro a fumaça, eu cheiro a tudo mais ao meu redor. Por onde eu passo absorvo os cheiros. Por que não me foi dado o prazer de caminhar entre rosas e espinhos?
Outro dia ela falou comigo, a flor que eu observo. Já não tenho certeza se era mesmo uma flor. Falou-me por poucos segundos, mas fiquei com a sensação de que havia algo mais. Como se aquilo fosse apenas uma tentativa de se aproximar. Não, não. Eu é quem devo estar fantasiando, como sempre. Mesmo assim sinto um cheiro de futuro, daqueles vislumbres sazonais.
E então já é época, meu poder aumenta ao mesmo passo que minha inquietude. E quanto mais eu posso ver, mais eu quero transpor aquela cortina de fumaça.
Eu continuo dentro, ora ando para trás, ora dou três passo para frente...


Não lembro quando escrevi isso, mas foi no fim do ano passado.

domingo, março 21, 2010

Duas frases, não versos

Outro dia olhei para dentro da minha casa. Desde quando temos uma cafeteira elétrica?

Um outro dia olhei para dentro de mim. Desde quando essa rosa vem crescendo ou morrendo em mim?

sexta-feira, março 19, 2010

Procura

Com os olhos dentro de mil outros
Eu procurei o teu rosto
A noite inteira.

segunda-feira, março 15, 2010

Lembranças.

Houve um tempo, no qual eu lidei com efêmeras. Nesta época eu sentia que tinha um motivo para escrever, e existia além dos olhos, além da rotina, além da razão complexa. As minhas palavras, talvez, eram mais atraentes que hoje, mais mistério.

Houve um tempo, no qual eu esperava uma estrela. Como qualquer estrela que se move, ela foi sumindo, não tão rápido é verdade. Primeiro sumiu em metade, a outra metade aos poucos. Mesmo assim eu continuei astrônomo, procurando o céu na esperança.

Houve um tempo, no qual eu sempre tinha um motivo para escrever. Hoje eu só escrevo pelo motivo de sempre.

domingo, março 07, 2010

De novo

Clichês sobre veneno e cura
É tudo que me vem a mente
A mesma melancolia vazia
Infundada e pobre
De todo dia.

quarta-feira, março 03, 2010

Tudo Dorme

Onde estão os meus demônios?
Será que descansam sua impertinência
Ou esqueceram-se de mim?





Sou livre?

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Considerações Curtas

Não, nada de muito especial. Nem mesmo nas invenções, essas se desmancham em pouco tempo. Meu julgamento é de juízo fútil. Minhas ações são disfarçadas, planejadas. Eu meço os meus atos, eu dissimulo. Melhoro cada vez mais em meu teatro. Nada é natural, nem sei se isso existe, eu tento fazer parecer natural para os outros.  No fim, eu sou simples, como qualquer outro.


Nenhum outro, contudo, é igual a mim...

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

(Re)Volta

De tanta volta
Sobrou revolta
Em meu pensamento.

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Sobremesa

Não sou desses pratos
De matar a fome
Eu queria mesmo
É ser saboreado

Não quero ser
Bem definido
Nem tão doce
Nem salgado.

Fadado a idéias curtas

Resolvi então repartir minhas postagens. O que estava aqui, continuará aqui. Partindo de agora haverá a seguinte divisão: Tudo que for realmente uma idéia solta, que por algum motivo ou por motivo algum eu resolva escrever, escreverei aqui; A novidade é que toda vez que eu sentir a minha vontade pulsar e se essa vontade soar-me feito um quimera, então eu postarei no devido lugar das quimeras -> http://quimera-illusion.blogspot.com .

Não sei se isso tem alguma importância.

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Ânsia

Sim eu tenho uma ânsia, dessas que não conseguimos bem explicar do que se trata. Sei lá, é algo que pede por vida, por movimento, por ação. Pede para abandonar o medo, para se lançar nesse abismo que é o desconhecido das possibilidades. Algo que pulsa, pulsa quando penso no que eu perco amarrado aqui, no que eu perco por hesitar respirar. Pede para abandonar a cautela, pede-me para voar, mesmo sem asas. Essa ânsia me conta que sou leve, tão leve que posso planar no vento. Ouvi dizer do meu coração que eu não preciso de asas, eu posso pular tão alto que minhas mãos se agarram a qualquer estrela. Minha vontade é tão grande que é escada daqui à lua, eu corro. Corro, pois preciso viver, porque é disso que é feita a minha ânsia. Essa ânsia de vida, essa ânsia de ter vontade. Essa ânsia que me dá sede e eu poderia sorver a via Láctea.

Ânsia de alguém que me dê a mão, alguém que acompanhe minhas loucuras. Alguém que sinta também a sua ânsia de abandonar tudo o que não nos convir. Eu quero ver o mundo, ver as almas, escavar mistérios inventados. Eu quero correr e ser carregado pelo vento. E eu quero dar voltas, revoltar-me. Quero berrar tudo o que me engasga e me faz mudo. Eu quero acordar os ouvidos moucos da rotina. Eu quero arregalar os olhos meus e teus.

Não já perdemos tempo demais por medo? Chega de comodismo, que essa ânsia sacuda os nossos espíritos e desperte em nós as bestas amordaçadas do desejo. Que nos devorem esses animais de fome. Qualquer fera de vontade posta para dormir acordará faminta. Que sejamos então alimentos do que nos co-move. Vamos sair de nosso lugar, vamos fugir aos olhos comuns.

Eu vou correr e gritar até que meu espírito saia pela garganta. Até que eu seja só alma e nenhuma matéria poderá me conter. Que meus braços alcancem o muro, eu quero abraçar o mundo com meu desejo. Que eu esqueça as sombras e veja as figuras perfeitas que dançam às minhas costas. Eu vou engolir tudo, vou engolir a cautela, vou engolir o medo. E da digestão eu terei força para te levar comigo. Você me dará força, eu te darei ânimo. Não precisaremos de mais nada para dominar os nossos passos.

Não já perdemos tempo demais com promessas? Então vamos, vamos dei-me a mão, esqueça o medo do escuro, esqueça o medo de abrir os olhos. Há muito que se ver aqui, e tudo nos espera. Que sejamos guiados por nossas vontades, que o desejo seja o nosso parâmetro. E não nos faltará nada. Então, vamos?

terça-feira, janeiro 12, 2010

Idéias de meia hora atrás.

Sinto-me como um cão. Daqueles que abana o rabo após levar uma surra do seu dono, só por um pedaço de osso, ou uma demonstração rápida de carinho. Eu devia aprender com o ciclo das repetições. As ações tomam forma novamente e destroem minhas ilusões. Eu apostei demais em um futuro que não é real, nenhum futuro é na verdade. Não é a primeira vez, eu já deveria ter aprendido. Não é que eu não tenha cogitado, sim eu cheguei a suspeitar. Mesmo assim meus olhos eram só brilho, eu sonhei demais acordado.

Eu esqueço do meu lugar, eu esqueço do que eu sou. Imagino coisas demais e depois suponho realidades. E perco chão, não que eu esteja voando. Eu despenco das minhas convicções. Foi tudo inútil então? Todos os batimentos, todas as sensações e euforia. Eu devia aprender dessa vez, saber que não posso esperar muito. Eu sei, no entanto, que sou um cão, logo eu estarei abanando meu rabo para você novamente. Será que você vê?

Nem isso eu posso esperar, você não verá muita coisa por algum tempo. Eu sei, o tolo sou eu.

domingo, janeiro 10, 2010

Fruto da sua imaginação

Eu sou feito de mentes
Das mentes que me criam
Das mentes das quais sou fruto

E como feito de mentes
Tenho muitas vontades

Sou também feito de vontades diferentes
Como qualquer coisa
Feita de retalhos de gente.

terça-feira, janeiro 05, 2010

Coração

Não importa quantos tolos
Venham a jurar-te amor
Não importa quantos tolos
Venham a tentar te seduzir

Eu quem protegeu e guardou
Dentro do próprio peito
O coração que me concedeu
Em brincadeira

Onde descobri que reina soberano
Pois em troca te entreguei
Repouso num santuário de pétalas
O meu.
 

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