quinta-feira, janeiro 21, 2010

Sobremesa

Não sou desses pratos
De matar a fome
Eu queria mesmo
É ser saboreado

Não quero ser
Bem definido
Nem tão doce
Nem salgado.

Fadado a idéias curtas

Resolvi então repartir minhas postagens. O que estava aqui, continuará aqui. Partindo de agora haverá a seguinte divisão: Tudo que for realmente uma idéia solta, que por algum motivo ou por motivo algum eu resolva escrever, escreverei aqui; A novidade é que toda vez que eu sentir a minha vontade pulsar e se essa vontade soar-me feito um quimera, então eu postarei no devido lugar das quimeras -> http://quimera-illusion.blogspot.com .

Não sei se isso tem alguma importância.

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Ânsia

Sim eu tenho uma ânsia, dessas que não conseguimos bem explicar do que se trata. Sei lá, é algo que pede por vida, por movimento, por ação. Pede para abandonar o medo, para se lançar nesse abismo que é o desconhecido das possibilidades. Algo que pulsa, pulsa quando penso no que eu perco amarrado aqui, no que eu perco por hesitar respirar. Pede para abandonar a cautela, pede-me para voar, mesmo sem asas. Essa ânsia me conta que sou leve, tão leve que posso planar no vento. Ouvi dizer do meu coração que eu não preciso de asas, eu posso pular tão alto que minhas mãos se agarram a qualquer estrela. Minha vontade é tão grande que é escada daqui à lua, eu corro. Corro, pois preciso viver, porque é disso que é feita a minha ânsia. Essa ânsia de vida, essa ânsia de ter vontade. Essa ânsia que me dá sede e eu poderia sorver a via Láctea.

Ânsia de alguém que me dê a mão, alguém que acompanhe minhas loucuras. Alguém que sinta também a sua ânsia de abandonar tudo o que não nos convir. Eu quero ver o mundo, ver as almas, escavar mistérios inventados. Eu quero correr e ser carregado pelo vento. E eu quero dar voltas, revoltar-me. Quero berrar tudo o que me engasga e me faz mudo. Eu quero acordar os ouvidos moucos da rotina. Eu quero arregalar os olhos meus e teus.

Não já perdemos tempo demais por medo? Chega de comodismo, que essa ânsia sacuda os nossos espíritos e desperte em nós as bestas amordaçadas do desejo. Que nos devorem esses animais de fome. Qualquer fera de vontade posta para dormir acordará faminta. Que sejamos então alimentos do que nos co-move. Vamos sair de nosso lugar, vamos fugir aos olhos comuns.

Eu vou correr e gritar até que meu espírito saia pela garganta. Até que eu seja só alma e nenhuma matéria poderá me conter. Que meus braços alcancem o muro, eu quero abraçar o mundo com meu desejo. Que eu esqueça as sombras e veja as figuras perfeitas que dançam às minhas costas. Eu vou engolir tudo, vou engolir a cautela, vou engolir o medo. E da digestão eu terei força para te levar comigo. Você me dará força, eu te darei ânimo. Não precisaremos de mais nada para dominar os nossos passos.

Não já perdemos tempo demais com promessas? Então vamos, vamos dei-me a mão, esqueça o medo do escuro, esqueça o medo de abrir os olhos. Há muito que se ver aqui, e tudo nos espera. Que sejamos guiados por nossas vontades, que o desejo seja o nosso parâmetro. E não nos faltará nada. Então, vamos?

terça-feira, janeiro 12, 2010

Idéias de meia hora atrás.

Sinto-me como um cão. Daqueles que abana o rabo após levar uma surra do seu dono, só por um pedaço de osso, ou uma demonstração rápida de carinho. Eu devia aprender com o ciclo das repetições. As ações tomam forma novamente e destroem minhas ilusões. Eu apostei demais em um futuro que não é real, nenhum futuro é na verdade. Não é a primeira vez, eu já deveria ter aprendido. Não é que eu não tenha cogitado, sim eu cheguei a suspeitar. Mesmo assim meus olhos eram só brilho, eu sonhei demais acordado.

Eu esqueço do meu lugar, eu esqueço do que eu sou. Imagino coisas demais e depois suponho realidades. E perco chão, não que eu esteja voando. Eu despenco das minhas convicções. Foi tudo inútil então? Todos os batimentos, todas as sensações e euforia. Eu devia aprender dessa vez, saber que não posso esperar muito. Eu sei, no entanto, que sou um cão, logo eu estarei abanando meu rabo para você novamente. Será que você vê?

Nem isso eu posso esperar, você não verá muita coisa por algum tempo. Eu sei, o tolo sou eu.

domingo, janeiro 10, 2010

Fruto da sua imaginação

Eu sou feito de mentes
Das mentes que me criam
Das mentes das quais sou fruto

E como feito de mentes
Tenho muitas vontades

Sou também feito de vontades diferentes
Como qualquer coisa
Feita de retalhos de gente.

terça-feira, janeiro 05, 2010

Coração

Não importa quantos tolos
Venham a jurar-te amor
Não importa quantos tolos
Venham a tentar te seduzir

Eu quem protegeu e guardou
Dentro do próprio peito
O coração que me concedeu
Em brincadeira

Onde descobri que reina soberano
Pois em troca te entreguei
Repouso num santuário de pétalas
O meu.
 

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