quarta-feira, março 31, 2010

Cadê o papel?

Texto pronto
Escrito dias atrás
Sagrado à caneta em papel
Cadê o papel?

quinta-feira, março 25, 2010

Pensamentos matinais em um dia escuro

O mundo inundá-se em chuvas
O céu desabará por fim
Meu chocolate parece acabar
Que sorte eu ter comprado pão.

segunda-feira, março 22, 2010

Sobre cheiros, fumaça e flor.


Havia uma cortina de fumaça entre mim e o que eu queria ver. Eu não pensei muito, fui de encontro ao que me impedia, soltei-me das correntes já enferrujadas e fui. Por muito tempo eu andei e não pude ver nada, meu pulmão reclamava por ar limpo. Eu precisava continuar mesmo sem saber se encontraria fogo ou cinzas. Eu não procurava cinzas, eu não procurava fogo. Eu queria encontrar uma flor que há muito deixei plantada ali, do outro lado.
Cheiros. Meu nariz se confunde com tantos cheiros, todos eles estão em mim. Cheiro como cheiram cinzas, cheiro como se cheirasse uma flor. Eu sei o que eu procurava. Eu procurava o sumo da flor de insanidade para terminar com o que me sobrava de lucidez. Eu já estava mesmo mergulhado naquilo tudo, eu cheirava como tudo ao meu redor.
De que me vale esse ¼ de sanidade, mas parece uma pedra amarrada ao meu calcanhar. Não me valem pedras no oceano. É como se alguém segurasse o meu pulso esquerdo, com força, enquanto o que me resta de corpo livre quer voar.
Eu cheiro a fumaça, eu cheiro a tudo mais ao meu redor. Por onde eu passo absorvo os cheiros. Por que não me foi dado o prazer de caminhar entre rosas e espinhos?
Outro dia ela falou comigo, a flor que eu observo. Já não tenho certeza se era mesmo uma flor. Falou-me por poucos segundos, mas fiquei com a sensação de que havia algo mais. Como se aquilo fosse apenas uma tentativa de se aproximar. Não, não. Eu é quem devo estar fantasiando, como sempre. Mesmo assim sinto um cheiro de futuro, daqueles vislumbres sazonais.
E então já é época, meu poder aumenta ao mesmo passo que minha inquietude. E quanto mais eu posso ver, mais eu quero transpor aquela cortina de fumaça.
Eu continuo dentro, ora ando para trás, ora dou três passo para frente...


Não lembro quando escrevi isso, mas foi no fim do ano passado.

domingo, março 21, 2010

Duas frases, não versos

Outro dia olhei para dentro da minha casa. Desde quando temos uma cafeteira elétrica?

Um outro dia olhei para dentro de mim. Desde quando essa rosa vem crescendo ou morrendo em mim?

sexta-feira, março 19, 2010

Procura

Com os olhos dentro de mil outros
Eu procurei o teu rosto
A noite inteira.

segunda-feira, março 15, 2010

Lembranças.

Houve um tempo, no qual eu lidei com efêmeras. Nesta época eu sentia que tinha um motivo para escrever, e existia além dos olhos, além da rotina, além da razão complexa. As minhas palavras, talvez, eram mais atraentes que hoje, mais mistério.

Houve um tempo, no qual eu esperava uma estrela. Como qualquer estrela que se move, ela foi sumindo, não tão rápido é verdade. Primeiro sumiu em metade, a outra metade aos poucos. Mesmo assim eu continuei astrônomo, procurando o céu na esperança.

Houve um tempo, no qual eu sempre tinha um motivo para escrever. Hoje eu só escrevo pelo motivo de sempre.

domingo, março 07, 2010

De novo

Clichês sobre veneno e cura
É tudo que me vem a mente
A mesma melancolia vazia
Infundada e pobre
De todo dia.

quarta-feira, março 03, 2010

Tudo Dorme

Onde estão os meus demônios?
Será que descansam sua impertinência
Ou esqueceram-se de mim?





Sou livre?
 

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