sexta-feira, abril 30, 2010

Fantasia

Das tuas linhas
Que observo em segredo,
Me perco
Abraça-me com tuas pernas
Lisas, nuas

E eu mergulho inteiro
Ávido de tua alma
Para ser fogo,
Cura

Eu que estou sujeito
Às tuas façanhas
Torno-me mestre
E te faço títere do prazer a dois

Eu que sou o demônio
Dos teus espasmos
Cresço em mil formas
Antes de nascer o dia
Posto que tudo em mim
É fantasia

segunda-feira, abril 26, 2010

Mais Teatro, Brasil!

Me desculpe tá interrompendo o silêncio da viagem de vocês, mas hoje eu estou aqui por uma causa extraordinária. Eu podia tá matando, eu podia tá roubando, mas tô aqui nessa blogagem coletiva tentando chamar a atenção pr’um assunto por demais importante. Não, hoje eu não vim tratar de ¾ de uma ideia, mas de uma ideia completa.



Então, do que eu estou falando? Eu estou falando do projeto Mais teatro, Brasil! Tentando explicar em poucas linhas, esse projeto visa recolher assinaturas para um projeto de lei, o qual obrigará qualquer cidade com mais de 25 mil habitantes a receber um teatro que caiba, pelo menos, 250 espectadores. Não é maravilhoso?
Sabemos que o teatro no Brasil precisa mesmo de um incentivo grande, não vou falar de números, mas os números existem e são alarmantes.
Concorda? Quer dar uma força? Fácil, aqui mesmo na lateral do blog tem um widget da assinatura só esperando por você. Preencha tudo direitinho, clique no botão e dê a maior força você também. Afinal, O Teatro é Nosso!

Visite: http://www.maisteatrobrasil.com.br/, saiba mais e participe desse manifesto.

domingo, abril 18, 2010

Tempestade



Do todo que se findar

Daquilo alheio a mim,

É tempestade

(Pois assim é)

Restarei eu, ainda,

Infindável.

quinta-feira, abril 15, 2010

Algo sobre o Tempo

Eu me verei crescer
Como já vi mil vezes
Não no presente
Sempre ao olhar o passado.

terça-feira, abril 06, 2010

Dúvida

Por mais cruel
É bela
A dúvida é doce
Que de tão doce dá sede
E de sede mata.

domingo, abril 04, 2010

Insônia


Eu estou com sono, e estas luzes que não se apagam. Dia após dia eu tenho perdido as horas, já nem sei o que me conta o tempo. Vozes entoam aquilo que não me interessa, eu observo a pintura amarela da rotina repetir as mesmas cenas, congelada. Já em sei mais sobre as flores. Eu que mantinha pose de beija-flor, deixei de voar.
Está escuro, tudo ao meu redor está escuro. Eu adormeci em teu perfume.
Estou flutuado em um barco sobre um espelho d'água. O vazio que sobrou em mim correspondia a tua presença.
Estou acordado, a luz invade meu quarto. Preparo-me para mais um dia, onde a cena congelada insiste em se repetir.
 

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