quinta-feira, dezembro 01, 2011

É o riacho do tempo
Eu que sou nômade passei,
Mas eu que sou chuva volto a cair na nascente

quinta-feira, novembro 10, 2011

Relógio

Relógio na mão
Para o relógio
O tempo não.

sexta-feira, agosto 19, 2011

Fonte

Tudo que toca
Torna-se ela
Torna-se fonte

Passa a viver
Não só em si
Mas em mim
Mais em tudo.

quinta-feira, junho 23, 2011

Butterfly

You run from me,
But I fly
Chasing you,
Butterfly.

terça-feira, maio 03, 2011

Goddess

Olhos esculpidos
Desses que contam segredos
Lábios cerrados
Onde prevalecem sussurros
Discretos, sedutores

Não! Não sorria
Não quebre a imagem da deusa
Imponente

Recuso o sorriso
Que te torna humana
Aceito teu encanto
Que domina rios
Posto que estes correm
 Em teu corpo

E te transforma
Assim como a água
Tua energia flui
Do topo de tua cabeça até a planta dos pés
Se espalha pela terra
Teu palco

Tudo se desmancha,
Teu corpo, tua pose
Mas teu olhar permanece
Terra.

quarta-feira, abril 13, 2011

Maldição do Silêncio

Ai de mim
Que deixei verter
Dessa minha boca
O veneno dos loucos

Dissolvida a fantasia
Forjada a silêncio
Despedaçam-se mistérios
De vidro

Essa língua desgraçada
Amaldiçôo
Por fazer-me ser
Dentre os membros da corte
O Joker mais bobo.

sexta-feira, março 11, 2011

Não que deva fazer sentindo




A noite dentro dos olhos
Convida os tolos
À última dança

A valsa dos amores
Se estende ao som das estrelas
Despedaçadas no espaço

O menino e a flauta
Repousam na melodia
Do vento

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Se eu pudesse ser silêncio
E suportar sozinho toda essa voz
Me alimentaria então
Do perfume das rosas
Posto que essas não sentem dor
Pois só há perfume
Enquanto vida.

segunda-feira, janeiro 31, 2011

Amolecer

Meu coração vapor
Só se derrete
No frio

domingo, janeiro 02, 2011

Esboço Poético

Ao som dos violinos
Cantantes, Vibrantes
Tecemos nossa valsa
Em sonho

Eu que percorro distâncias
Para unir meus lábios aos teus
Adormeço no vale profundo
De tuas reentrâncias

Um sonho dentro de um sonho
Onde a realidade se perde
Sem erros nem julgamentos
Minha falsa liberdade prevalece

Uma face risonha
Irreal
Permanece em cada pétala
E não há paz.
 

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