terça-feira, novembro 18, 2014

Dia nublado
Tomar banho de chuva
Pelado.

terça-feira, outubro 14, 2014

Gosto dos teus olhos
Me desenhando
Enquanto tuas mãos
Decoram minha forma
Transforma meu corpo
Em arte
Faz de mim
Estandarte
Poesia sem rima
Que eu faço de ti
Minha obra prima

domingo, junho 29, 2014

Bolha

Nada morre em minha mente
A vida permanece
Dormente.

terça-feira, junho 24, 2014

Relento


Perdi a noção dos minutos
Recorro ao relógio e tento
Em vão, me desfazer

Meu corpo, areia do tempo
Me arrumo, rumo ao relento
Desdenho da importância das horas
Me lanço e me jogo ao vento.

terça-feira, maio 13, 2014

Aurora

Minha autoestima leviana
Leve-me para longe
De toda opinião
Destas línguas espiniformes

Só em teus braços, vaidade
Posso descansar
Só o teu sangue no meu
É alimento
Pois que tenho a boca
Cheia de promessas

E você, meu ego
Que ostenta a minha forma
Tem em sua face
Estampada a estupidez
De quem responde ao tapa
Com flores
Ainda que murchas

E não há homem no Céu
Diabo na Terra
Nem deus no Inferno
Que vá me curar essa melancolia
A que chamam de aurora.

quinta-feira, maio 08, 2014

Insuficiente

A controvérsia do fracasso
A verdade e o silêncio
Estampado no olhar

Com dez mil léguas
Não se chega ao fundo
Com vinte mil,
Talvez.

sexta-feira, abril 25, 2014

Mafioso

Meu coração
Não é santo
Tem asas de cobra
E cobra desejos

Meu coração serpente
Procura o calor
Do teu coração
Envolvente

Meu coração agiota
Me faz ameaças,
Tortura e arruaça
Até que eu o leve
A você
 Arte - Estranha Grazy

segunda-feira, abril 14, 2014

Coragem

Se for o caso
Eu vou sofrer
Será do acaso
O que tiver de ser.

terça-feira, abril 08, 2014

Fera


Em tuas palavras
A exigência felina
De quem vai embora

Para que permaneça
Danço em poesia
Um verso de cada vez

E derrotado
Abraço a tristeza
E termino calado.

sexta-feira, março 28, 2014

Incoerente

Eu, artesão das vontades
Invento verdades
Para falar de você

No cerne de cada mistério
Esculpido, inventado
A matéria-prima do querer

Descaradamente
Sem disfarce, ciente
Te tomo em minhas mãos
Incoerente.


Estrelas Engarrafadas

Deixo que a noite
Ilumine em teu corpo
Um brilho azul
Para quebrar
O silêncio,
A tua voz.

sexta-feira, março 07, 2014

Artista

Nepenthes, disfarce de flor
Me ganha, engana e devora
Eu, orgulho do ego
Me pego envolvido em teu jogo 
E me apego, nada velado, a você
Não me importo em ser teu brinquedo
E tenho medo, quando em tuas pétalas,
Asas
E com esse truque, 
Que truque! 
Me desmancha e mancha meu destino
Eu, que já não sou menino, 
Selo o meu futuro, sem ver.



domingo, março 02, 2014

Cantoria

Quando pelo bosque
Você passa
Toda mata é só graça
E tudo que é cigarra faz
Psiu!

terça-feira, fevereiro 25, 2014

Nix

Na solidão da madrugada
Uma nota congelada
Ecoa constantemente

Todos os olhos me julgam
Todas as bocas opinam
Nada me pertence

Pois que a madrugada é noite
Vou com ela, feito sombra
Esconder-me em seu manto
Longe de tudo que me assombra

quinta-feira, fevereiro 20, 2014

Meio-Dia

Vida ao meio-dia
Como a barriga
Vazia

Acomodar

Frente ao mistério
De tuas costas
Não sou mais que um títere

Nesse momento
Somente me resta
O que não pode ser dito.

segunda-feira, janeiro 27, 2014

Confissão

Não houve nem sequer um dia
No qual seu nome
Não fosse beleza

Não houve nem sequer uma manhã
Na qual meus olhos
Não sorrissem aos teus

Nem mesmo hoje,
Sob todas as regras,
Não há segredo algum
Que não possa ser revelado.

quarta-feira, janeiro 22, 2014

De cor

Eu tenho dois corações
Um que nunca para
E o outro que é tristeza
Que quando bate
Quase me mata
E quando mata
É poesia.

sexta-feira, janeiro 17, 2014

À Míngua de Tempestade

Agora que se assentam as ondas
Me sobram as conhas
E o silêncio do mar

segunda-feira, janeiro 13, 2014

Amores

Para todas as manhãs
Um pouco de chuva
Para todos os amores
Nenhuma certeza.

quarta-feira, janeiro 01, 2014

Delírio

O calor projeta no teto os demônios da dança. Lá fora o carvão reclama do fogo e a cabeça estala. A fumaça dentro do quarto só piora a minha falta de ar, logo chegarão os risos para completar a minha sede. Os delírios definem o prato do jantar, pois já se foi meio dia. Ainda faltam 3, sete vidas fora de casa, mais um dia e o primeiro do ano mais novo de minha vida.

 

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