terça-feira, maio 13, 2014

Aurora

Minha autoestima leviana
Leve-me para longe
De toda opinião
Destas línguas espiniformes

Só em teus braços, vaidade
Posso descansar
Só o teu sangue no meu
É alimento
Pois que tenho a boca
Cheia de promessas

E você, meu ego
Que ostenta a minha forma
Tem em sua face
Estampada a estupidez
De quem responde ao tapa
Com flores
Ainda que murchas

E não há homem no Céu
Diabo na Terra
Nem deus no Inferno
Que vá me curar essa melancolia
A que chamam de aurora.

1 Fragmento(s):

Fabrício de Queiroz disse...

Mas preserve os crepúsculos.

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